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Cidade Segura

09/09/2010 06:47:48

Flávio Santiago

Até que a corrupção nos separe

14/03/2010 16:28:15

O ser humano exibe as suas tendências mais primitivas quando o tal do dinheiro está em jogo. Muitos jogam seus sobrenomes no lixo ao bel prazer provocado pelo acúmulo de dinheiro, lícita ou ilicitamente.

Dizem que todo ser humano tem seu preço. Claro que a assertiva nos remete ao material nu e cru, ou seja, aquilo que ratifica o postulado do dinheiro em nossas vidas. E olha que o ser humano exibe as suas tendências mais primitivas quando o tal do dinheiro está em jogo. Muitos jogam seus sobrenomes no lixo ao bel prazer provocado pelo acúmulo de dinheiro, lícita ou ilicitamente.

E você? Qual o seu preço?

Eu, por exemplo, gostaria de confidenciar aos nossos leitores a minha angústia com as tentações promovidas pelo conforto oferecido pelo dinheiro. Não é tarefa fácil ratificar valores e manter uma postura inequívoca e escorreita, mas é o correto! Tudo que se amolda de forma facilitada e despida da ética é extremamente perecível, ou seja, de alguma forma esvai como o sabão que perpassa os dedos molhados durante um banho. Devemos entender, de uma vez por todas, que a manutenção dos valores que orbitam a ética social deve ser preservada, bem como passados de geração para geração. É o bem mais valioso que um pai ou uma mãe podem deixar para seus filhos.

Tudo que conquistamos na vida, apesar do jogo político, deve almejar um bem maior. E a esta proposição ratificamos a vida em sua plenitude.

Viver em plenitude não significa aquinhoar divisas se elas o fizerem desviar de seus valores essenciais. De que adianta somarmos montantes consideráveis se não houve retórica nas nossas ações. A distinção das pessoas se dá pelo poder de resistir às propostas obtusas que se apresentam e não pela maleabilidade infundada e perniciosa que se apresenta, por exemplo, em nossos partidos políticos.

Vejamos Boris Casoy que se vendeu pela pedância de acreditar estar acima dos pobres garis que formaram matéria para o seu jornal. Medíocre, diga-se de passagem. E o Governador do Distrito Federal? Nem galho de arruda é capaz de salvá-lo. Peço desculpas pelo trocadilho! Não pude evitar.

O que importa é a manutenção dos nossos sonhos. Mesmo que a fortuna não seja contemplada pela direção do filme que dirige as nossas vidas. As vezes nossos bens intangíveis estão no cérebro e no coração.

Deixar um legado e ser lembrado pela postura ética e reta é uma fortuna imensurável.

Acreditem!!!

As opiniões expressas aqui são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente estão de acordo com os parâmetros editoriais da Revista Médio Paraíba. Publique seus textos também. Clique aqui e fale conosco.


Comentários:

  • Yara Bruno enviou (terça, 27 de abril de 2010):

    Caro Flávio, adorei o texto. Fez-me lembrar uma matéria da Veja, da semana passada, em que uma crítica ao comportamento político de Dilma e Serra era veiculada. É fácil acusar os outros. Difícil é olhar para nós mesmos e formular um conceito honesto. Não nos vendemos por fortunas. Mas aceitamos, passivos, as pequenas desordens de cada dia. Vale refletir,

  • Vagner Luis enviou (domingo, 11 de abril de 2010):

    Em prol da matéria como bem, não se vale a entrega de princípios. Reservo-me a opinar, com resalva de erros, sobre este maravilhoso texto que acaba nos motivando e dando forças para a continuidade com a luta para com o erro. Ser honesto e enriquecer na mesma frase acaba tornando-se praticamente impossivel na sociedade em que vivemos. Contudo, assim como dito nesse texto, manter os princípios a salvo deve ser a prioridade. parabéns por mais um de seus interessantíssimos texos.

  • Diógenes Pereira da Silva enviou (terça, 16 de março de 2010):

    Muito bem fundamentado o texto, aliás a corrupção é um tema recorrente no Brasil. No entanto, o dinheiro pode proporcionar alegria, comprar quase tudo, mas tem sido na contemporânea fruto de muitas desgraças. A vida não é vivenciada somente de sonhos, por isso, é muito importante após os sonharmos, acordarmos e vivermos a realidade. Parece utópico, mas não é. Neste exato momento existem pessoas com muito dinheiro e nada pode fazer para curar enfermidades de si próprio ou um ente querido. Dinheiro não é tudo, conseguido de forma desonesta, pior ainda!

  • Bruno Azevedo enviou (segunda, 15 de março de 2010):

    Realmente existe a adoração ao dinheiro e a busca desenfreada por este ídolo contemporâneo. Nossa postura auto-destrutiva ainda utiliza esse outro meio para manifestar o desejo de poder que emanamos, só mesmo o colpaso para compreendermos a fragilidade desse sistema, mas algo em proporção total, já que de forma fragmentada, por mais que afete números absurdos da população, ainda será mantido, enquanto poucos o detiverem e muitos serem coniventes com a doce ilusão de um dia inverter a situação. Não devemos fechar os olhos para essa realidade, a responsabilidade também das "vítimas", exemplo disso é a corrupção política, tão sabida e ao mesmo tempo alimentada, pois nós elegemos os corruptos, ainda existem os mais exaltados que dizem de uma forma quase de confissão, que se estivessem no lugar do corrompido fariam o mesmo. Temos os exemplos dos que se deram mal sim, mas muitos estão desfrutando das regalias, eu mesmo não creio na punição que muitos atribuem a algo divino, pois basta ver a quantidade que chega a velhice exercendo seu poderio corrupto, ainda servindo-se do dinheiro arrecado de forma ilícita para prolongar sua existência com tratamentos médicos de último geração, angariados por altos vultos pecuniários. A sociedade está corrompida, apenas o colapso poderá reorganizar as peças do jogo, ou seja, temos preço por nos permitirmos ser tratados enquanto mercadoria, pela esperança de um dia passar de manipulado a manipulador, bastando avaliar o comportamento em suas nuances mais sutis. Grande abraço e parabénhs pelo artigo.

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