Dolores Duran deixou uma música inédita e sem nome. Quem conta esta história, com exclusividade ao jornalista Cláudio Renato, é a cantora Alaíde Costa. Alaíde virá ao Rio apresentar a canção. Os detalhes desta notícia, que muito enriquece nossa música popular, estão no diário eletrônico que Cláudio mantém na Internet, que vale a pena visitar.
Reproduzo uma pequena parte desta curiosa história aqui. Vejam o que nos conta Cláudio Renato sobre esta descoberta:
“Quando o coração irrequieto de Dolores Duran parou de bater, há meio século, em 23 de outubro de 1959, a cantora e compositora estava no auge da carreira. Nos dois últimos anos de vida, compusera as suas músicas mais marcantes como Castigo, A Noite do Meu Bem, Olha o Tempo Passando e Estrada do Sol. Deixou, aos 29, uma obra consolidada e comovente. Nesse período, teria feito uma canção triste e singela, bem a seu estilo, nunca gravada, sequer batizada, mas que ficou na memória da principiante Alaíde Costa Silveira Mondin Gomide. Com voz muito suave, Alaíde chamara, naquele final dos anos 50, a atenção do exigente João Gilberto pelo modo diferente como interpretava. Ela conta que aprendeu a música, na Rádio Nacional, com o co-autor, Édison Reis de França, o Edinho, fundador do Trio Irakitan. Dolores morreria em seguida. Edinho suicidou-se em Copacabana, em 1965. Alaíde passaria os anos a assoviar e cantarolar a Música Desconhecida, como ficou para ela conhecida aquela canção atribuída a Dolores Duran e a Édison França. Na semana passada, por telefone, Alaíde nos sussurrou a tal música, cuja letra diz:
“Está fazendo tanto tempo
Que eu até nem sei contar
Eu só sei que estou tão triste
E não canso de chorar
Eu só sei que esta saudade
Nunca vai me deixar
As palavras dos momentos
Não consigo nem lembrar
Só me lembro dos teus olhos
E não canso de chorar”
Alaíde Costa desembarca no Rio esta semana para um espetáculo em homenagem a Dolores Duran, no próximo dia 1 de outubro, às 18h45, no Teatro Gonzaguinha, com participação especial do maestro Gilson Peranzzetta, orgulho de Brás de Pina, do Rio de Janeiro e do Brasil. Ela diz que vai aproveitar a oportunidade para apresentar em primeira mão ao público carioca a Música Desconhecida.
- Queria muito gravar essa canção, mas há problemas de direitos autorais e não tenho contato com as famílias de Dolores e de Edinho. Preciso das autorizações. Na verdade, só a cantei em público uma vez, há muitos anos, de surpresa, em Araraquara, São Paulo, durante um show organizado pelo escritor e jornalista Sérgio Cabral, que se chamava Boteco do Cabral. Ela não tem título e estou pensando em lhe dar um nome, porque acho que isso posso fazer - revela.”
Quer saber mais sobre Alaíde e a música misteriosa de Dolores Duran? Então visite o diário do Cláudio Renato e você terá muito mais.
Voltar
Copyright 2007 - 2010. Todos os direitos registrados para GIOVANI.MGZ COMUNICAÇÕES