O último dia 12 de setembro marcou os 73 anos da Rádio Nacional. Na mesma data, lembrou-se a data de nascimento de Vicente Celestino. E pó que não lembrar de outro brasileiro aniversariava no mesmo dia: Juscelino Kubitschek, o presidente que o Brasil amou também nasceu em 12 de setembro e o programa “Histórias do Frazão” deste domingo vai recordar este político memorável por meio de uma de suas qualidades que poucos conhecem: a voz. Isso mesmo, vamos ouvir, numa gravação bastante difícil de ser encontrada, JK cantando, interpretando uma canção muito romântica.
Teremos ainda Roberto Silva, Jorge Goulart, Carlos Galhardo, Silvio Caldas, Orlando Silva, Miltinho e Vassourinha. Este último, de São Paulo, faleceu antes de completar 20 anos de idade, e foi um craque cantando samba. Veio em substituição a Luiz Barbosa, que falecera em 1938.
Vassourinha chmava-se Mario Ramos de Oliveira e, ao contrário do que sustentam alguns desinformados, ele não ganhou esse apelido por ter iniciado sua carreira na Rádio Record como servente, varrendo o chão da emissora. O correto é que existia em São Paulo um motorista que possuia o apelido de Vassoura pelo fato de, ao final das noites boêmias da cidade paulista, recolher os últimos boêmios em seu táxi e levá-los para suas casas. Era um negro alegremente escandaloso, e seu nome foi lembrado quando houve a necessidade de dar ao menino Mario Ramos de Oliveira um nome artístico. Vassourinha começou cantando com o nome de Juracy, porque tratava-se de nomenclatura neutra e ele e parecia adequado para ele, que ainda possuía timbre infantil, daí a idéia de dar-lhe um nome que tanto servia para homem como para mulher. Chegaram a inventar, por analogia brincalhona, que o garoto era filho do Vassoura, e assim ficou sendo Vassourinha.
Um de seus maiores sucessos foi o samba, de Wilson Batista e Haroldo Lobo, intitulado “Emilia” que será cantado por ele em nosso programa. Esse samba, gravado em 1941, abriria as portas para um série de outros, nos quais buscava-se exaltar a mulher ideal.
Vassourinha teve amizade com Isaura Garcia, Ruy Rey, Antonio Rago e outros cobras daquele tempo e quando vinha ao Rio de Janeiro frequentava o Café Nice, situado à Avenida Rio Branco, 128, isso quando tinha seus 18, 19 anos de idade.
Vassourinha faleceu em 3 de agosto de 1942. Nesse tempo pouca gente reparou sua ausência, pelo fato do Brasil estar em guerra e a música popular pouco estava interessando. Além do mais surgia, embalado por sua bossa incrível, o Ciro Monteiro, continuador da escola “maneira” de Luiz Barbosa, o “Mago do Chapéu de Palha”!
No “Histórias do Frazão” traremos ainda uma bela entrevista com Plínio Araújo, um dos irmãos do maestro Severino Araújo, que está lançando seu método de como aprender a tocar bateria.
O programa “Histórias do Frazão” vai ao ar aos domingos, de 9h às 11h, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro (1.130 Am), e pode ser ouvido, ao vivo, pela Internet em todo o planeta .
E continuem acompanhando as novidades, promoções e histórias exclusivas no nosso site Lembrem-se: quem perder o programa ou quiser ouvir de novo, é só entrar no site e você terá o programa inteiro lá, para ouvir quando quiser. Os abraços sinceros para os amigos e lembrando que, na segunda-feira, o programa será retransmitido, às 21h, na sua antiga PRE-8, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
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