Eliana Frantz de Macedo *
Novo Hamburgo - RS
Para entendermos os resultados da Globalização sobre o meio ambiente e analisar o enfrentamento do Clima, tão constante em nossa vida diária, é necessário que relembremos das catástrofes que o mundo inteiro sofreu nesses últimos anos, bem como, o calor excessivo, em algumas regiões e o frio gélido, em outras. Assim, sigo falando do aquecimento global, das mudanças climáticas e também relembrando o que “não aconteceu em COP15”, para desilusão daqueles que lutam por um mundo verde.
Através de Thomas Friedman, em sua coluna do New York Times veio um alerta: pense!
Aquecimento global. Mudanças Climáticas. Mudanças Climáticas Globais.
Esses são alguns dos muitos termos mais conhecidos, definidos por cientistas para nomear o fenômeno do aumento da temperatura provocado pela emissão excessiva de gases causadores de efeito estufa.
Mas ninguém sabe ao certo, qual termo é o correto, diante da diversidade climática causadora de tantos abalos sísmicos, como os ocorridos no Haiti e no Chile, levando a destruição de cidades inteiras e a morte de milhares de pessoas.
Então retomo a leitura do artigo de Thomas Friedman que afirma que é tempo de se definir um novo termo: “Estranheza Global”.
Ainda lembro-me dos resultados arrasadores de Copenhague, onde o último esboço trouxe pela primeira vez uma menção a um limite do aumento médio da temperatura global: 1,5ºC a partir de 2016.
Acompanhei o trabalho da equipe da Revista Eco, da FNE, todo o seu esforço, como profissional do direito voltado para o meio ambiente, durante o período em que OP15 ocorreu, bem como, através da análise dos textos do Dr. Arnaud Gossement1.
Não poderíamos entender porque os Estados-Partes não cumpriram seu papel de ajuda ao mundo todo, pois as mudanças climáticas estão sendo visíveis e sentidas em todos os cantos do universo.
Há calor em demasia; há frio de gelar os ossos, quando as temperaturas em anos passados eram de acordo com as estações.
Agora não!
- E de onde vem tudo isso?
1) Da falta de responsabilidades dos governantes, em se negarem a conter a emissão de gases de CO2 emitidas pelas fábricas, carros, etc.
2) A negação sobre a taxação de CO2, que viria ajudar a criar grupos de trabalho, para aqueles países que estivessem colaborando com uma energia limpa.
3) O descaso com as Organizações Não-Governamentais (Ong’s) que representam uma parcela da sociedade civil.
- O que sugiro:
Uma reflexão de tudo o que ocorreu em Copenhague, desde a atitude dos países ricos, bem como, a atitude dos países pobres.
É fácil cobrarmos um valor pela taxa de Carbono, mas o que me preocupa é a não conscientização da população em relação ao assunto.
Entristece-me ver que poucos são os que estão voltados para o meio ambiente: preferem serem como a avestruz (colocar a cabeça no buraco e esperar).
Só que em se tratando de mudanças climáticas não há tempo para repensar, é preciso agir.
- Um objetivo a ser alcançado:
Mobilização total da sociedade, das entidades de classe, dos sindicatos de trabalhadores; dos grupos de ajuda nos bairros e também a conscientização da urgência da inclusão da disciplina sobre meio ambiente nas escolas e universidades.
E como Anna Botsford Comstock (1954 – 1930)2 dizia:
Para realmente apreciar uma fazenda, o fazendeiro deve necessariamente começar ainda criança pelo estudo da natureza; para ter sucesso e fazer com que a fazenda se pague, ele deve necessariamente continuar o estudo da natureza; e para tornar seus últimos anos felizes, satisfeitos, cheios de amplas simpatias e de pensamentos úteis, ele deve necessariamente concluir pelo estudo da natureza, pois o estudo da natureza é o alfabeto da agricultura e nenhuma palavra dessa grande vocação pode ser escrita sem ele.
Aposto nos jovens e nas crianças, para que possamos tocar esse trabalho árduo adiante.
De nada adianta a ajuda financeira, temporária, se não houver conscientização social e política sobre a única possibilidade de termos um mundo melhor: a união; o respeito; a ética.
E, sobretudo, muito trabalho a ser feito.
Não vou parar por aqui, porque líderes mundiais colocaram abaixo as expectativas de um “bom acordo climático”.
E como forma de demonstrar minha paixão pelo meio ambiente sigo com as palavras de Segalla (2009, p: 9)3 que aponta os seguintes dados:
3,6 Trilhões de Reais é quanto o Brasil pode perder até 2050, como resultado dos impactos provocados pelas mudanças climáticas, principalmente na agricultura e na área de energia. O número faz parte de um estudo realizado em parceria entre USP, Unicamp, URFJ e EMBRAPA
Está na hora de repensar tudo e começar a agir: o meio ambiente não espera!
* É jornalista, pesquisadora, estudante de Direito e EAD.