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Opinião - José Carlos Paiva Bruno

06/09/2010 01:06:43

Liberdade...

22/05/2010 18:44:56

De tudo que vi até então, nada comparado à vida e morte de João Paulo II, peregrino da paz, em cujo velório de cipreste reuniu verdadeiro arco-íris ideológico, dos radicais muçulmanos aos esquecidos africanos; em perfeita solidariedade polonesa, tratando ali, muito além dos pêsames.

José Carlos Bruno *
De Resende - RJ

Quem é este menestrel? Que abre as asas sobre nós... Talvez o Chaplin de “A beleza é a única coisa preciosa na vida. É difícil encontrá-la mas quem consegue, descobre tudo”, antes do Chaplin, esmolando corações em uma Nova Iorque agitada, buscando corações, que num frenético pulsar frequentam a distância. Talvez aquela “distância” do mais uma vez Fernando Pessoa, que conquistada, paira abobada, sem saber por quê. Corremos, trabalhamos, usamos, conquistamos, amamos... Ao final todos ganhamos um epitáfio, nada além. Eis que a morte chega moço, e nos arrasta sem ter visto a vida... Fagner tem razão! Gancho em nosso amigo, Santo Antônio de Pádua: Frágil é a teia da aranha, assim é a vida do ser humano.

Então... Doravante recomendo o carpe diem do Robin Willians, almiscarado a imperativa máxima de Karol Wojtyla: somos todos irmãos em Cristo.

Aliás, de tudo que vi até então, nada comparado à vida e morte de João Paulo II, peregrino da paz, em cujo velório de cipreste reuniu verdadeiro arco-íris ideológico, dos radicais muçulmanos aos esquecidos africanos; em perfeita solidariedade polonesa, tratando ali, muito além dos pêsames. Vivendo - em Paz - a unanimidade em pleitear sua santificação instantânea, no velório de cipreste, sem precedentes. Sua virtude maior, resignada à liderança da Igreja, sempre em beijar o solo pátrio, fosse qual fosse; pedindo até perdão pelos erros do clero pretérito, revelou-se essencialmente no respeito à vida, vida de todos. Seja sempre a nossa voz!

Mas que seja nossa, mas que seja nossa...

Difícil para este aprendiz escritor é rimar Liberdade, só rima com Bem Comum. Para todos, de todos, do gládio inda que tardia... Descoberta poesia, de Joaquim José, mesmo esquartejada, vive para sempre...

* É advogado.

As opiniões expressas aqui são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente estão de acordo com os parâmetros editoriais da Revista Médio Paraíba. Publique seus textos também. Clique aqui e fale conosco.


Comentários:

  • Faby enviou (domingo, 23 de maio de 2010):

    Muito bom mesmo... parabéns.

  • Eliana Frantz enviou (domingo, 23 de maio de 2010):

    Parabéns, colega. Escrevestes tudo, o que eu não consegui dizer.

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